segunda-feira, 25 de julho de 2016

L´Oréal – Porque você merece

Recentemente tive a oportunidade fenomenal de conhecer a L´Oréal e de dialogar com o Daniel Loivos dos Santos, Product Manager of Matrix nesta enorme entidade. Se, à partida, as minhas expetativas apontavam para uma empresa gigante, posso agora afirmar que, seguramente, todas elas foram totalmente correspondidas. E não me refiro a uma faturação de 22,53 biliões de euros em 2014 ou ao facto de empregar quase 80 000 pessoas de 156 nacionalidades diferentes. Isso também é característico de uma firma deste tipo, mas são os pormenores que fazem a diferença. Dentro do edifício da corporação, era tudo condizente com uma grande companhia: desde a segurança elevada (visível no cartão que me foi atribuído para simplesmente prosseguir pelas diversas divisões do edifício), até um enorme profissionalismo, que se extendia desde os seguranças até ao Daniel, todos os detalhes “enchiam as medidas”.

Iniciei a visita abordando a função do Daniel e o que esta implica: basicamente, trata-se de um gestor de um conjunto de produtos/categorias/marcas. Tem como responsabilidade principal gerir todo o fluxo que ocorre desde que um produto ou serviço é produzido até que é faturado: trata do lançamento, da parte da logística, da vertente financeira, da comunicação e de toda uma panóplia de imprevistos que possam suceder. Como irão perceber, é uma função bastante complexa e que envolve muita responsabilização, algo que, como ficará patente ao longo desta redação, entusiasma o jovem talento da L´Oréal.

O dia a dia deste profissional é tudo menos rotinado, o que torna o seu emprego muito estimulante. A título de exemplo, quando me recebeu tinha estado a definir os lançamentos para o ano de 2017, no dia anterior tinha reunido com os distribuidores com os quais opera e há uns dias atrás tinha tido reuniões com a imprensa. Com uma tão vasta mixórdia de funções, o Daniel afirma que nunca há tempos mortos e que simplesmente adora a responsabilização que o seu ofício tem subjacente, sendo das coisas que lhe dá mais gozo: ter que mostrar resultados!

De seguida dialogámos sobre o que o Daniel valorizava aquando do recrutamento para a sua equipa (mais uma tarefa que tem a seu cargo). Procura, acima de tudo, as chamadas soft skills até porque, na sua opinião, em áreas não muito técnicas (tais como Gestão e Marketing) as competências adquirem-se “on the job”. Para o Daniel, é preciso que um futuro colaborador demonstre ser desenrascado, que saiba gerir pressão, que se relacione com facilidade com as pessoas à sua volta, que saiba gerir muitas tarefas em simultâneo (todas elas de elevado grau de complexidade) e que mostre vontade em fazer acontecer. Na opinião do Product Manager of Matrix da L´Oréal Portugal, este último aspeto é o mais importante!

Nesta altura, inquiri-lhe acerca da forma como, na L´Oréal, percecionavam o ISCTE-IUL. O Daniel foi peremtório: todas as contratações mais recentes de que tinha conhecimento vinham da faculdade ISCTE-IUL, uma academia cada vez mais conotada.

Numa fase mais avançada da nossa conversa, falámos diretamente sobre a L´Oréal. Uma empresa caracterizada pela inovação (patente na vastíssima gama de produtos e de linhas que apresenta) e pela transparência (visível na troca de conteúdos que ocorre entre os colegas, internamente). Para o Daniel, a base da L´Oréal, antes ainda da beleza, é indubitavelmente a ciência. Algo que o surpreende é que, mês após mês, há produtos/serviços mais evoluídos do que no mês anterior, sendo que todos os processos que conduziram a esta melhoria se tornam cada vez mais rápidos, o que é de facto extraordinário!

Para além da inovação, o Daniel refere que o sucesso do grupo L´Oréal se prende bastante com o “fazer diferente” desta empresa, aliado à comunicação. A constante presença da L´Oréal em literalmente todo o lado enraiza esta marca no quotidiano dos consumidores, tornando-os mais propensos a consumir produtos/serviços da firma francesa. Para esse efeito, existem colaboradores da companhia conhecedores da realidade laboral de cada país que têm como função garantir que toda a comunicação é realizada de acordo com as leis vigentes em cada nação.

Dentro desta instituição ímpar, qualquer pessoa tem a noção do peso que esta entidade tem no mundo. Há sempre expetativas super elevadas por parte dos consumidores, não só devido ao status da marca mas também devido à história tão vincadamente fabulosa e admirável que esta corporação detém.

Algo que simplesmente me fascinou foi a ambição incomensurável que esta instituição apresenta, partilhada por todos os seus colaboradores. Exemplificando e, apesar da L´Oréal contar com todos os números sensacionais supracitados no parágrafo inicial, nesta firma não desistem de continuar a evoluir e têm como objetivo nos próximos anos obterem mais de 1 bilião de consumidores, criando produtos que vão ao encontro das necessidades e dos desejos das diferentes populações.

A L´Oréal possui provavelmente um dos melhores (senão o melhor) portfólio de marcas no mundo: L´Oréal Paris, Garnier, Maybelline, Kérastase, Essie, Vichy, La Roche-Posay, Lâncome, Giorgio Armani, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Diesel, entre muitas outras. Esta excelência, segundo o Daniel, alcança-se da seguinte forma: é preciso saber ouvir o consumidor, para posteriormente dar resposta às suas  necessidades; mas, mais do que isso, é fulcral criar as próprias necessidades dos consumidores para, mais tarde, satisfazê-las! Nesta organização é realçado o caráter sustentável que procuram aplicar na conceção dos produtos. No grupo L´Oréal existem investigadores a trabalhar nesse sentido apesar de, em solo nacional, a empresa não possuir nenhum centro científico até à data.

Neste tipo de setor há 1 divisão essencial: por sexo. Enquanto que no sub-mercado feminino há 6 subdivisões (cuidados de pele, maquilhagem, coloração, cabelos, penteados e proteção solar), no masculino há apenas três (rosto, cabelo e desodorizantes), o que também é explicado pelo facto de a mulher ganhar mais na segmentação dos mercados de beleza e de cosméticos. A tendência será surgirem outros segmentos para homem, até porque o unissexo tem vindo a ganhar um lugar de destaque neste mundo. O Daniel afirma mesmo que o género masculino tem um potencial de crescimento neste setor inacreditável.

Relativamente às inúmeras oportunidades que a L´Oréal apresenta para o público juvenil (desde os estágios de Verão remunerados ao L´Oréal Management Trainee Programme), na opinião de Daniel Santos, as características transversais que permitirão aos jovens terem maior sucesso nestas mesmas iniciativas são a paixão, o gosto pelo mercado e o entusiasmo demonstrado. Depois, dependendo do posto para o qual se estão a candidatar, algumas das competências exigidas irão variar (a título de exemplo, caso estejam interessados numa função relacionada com Marketing, um pensamento mais criativo que o dos demais concorrentes será certamente algo diferenciador).

Quando lhe pedi para traçar o perfil de um colaborador que realmente “vista a camisola” da companhia, o Daniel não se fez rogado e descreveu-me um indivíduo ambicioso, extremamente atento às novas tecnologias, que gosta de estar à frente e que demonstra paixão pelo mundo da beleza. Para além disso, deve ser ainda perfecionista, preocupado com a sustentabilidade e ter o “fator X”: fazer acontecer!

Debruçando-me sobre um aspeto próprio deste tipo de mercado, questionei o Daniel acerca do retorno que as amostras traziam à firma gaulesa, uma vez que foi algo que sempre me deixou perplexo, confesso. Daniel Santos começou por me explicar que este tipo de ótica de comércio só faz sentido no mass-market e disse que, efetivamente, o retorno é sempre incógnito. Contudo, realçou o facto de as amostras serem um bom veículo para experimentar produtos novos. No mercado particular em que o Daniel atua (cabeleireiros) as amostras são excelentes para as pessoas experimentarem e perceberem o porquê dos produtos L´Oréal serem mais caros. De outra forma, sem as utilizarem, o público poderia de imediato restringir a compra devido à variável preço mas, graças a este veículo tão eficaz, o mesmo público entende a relação de preço/qualidade como sendo superior às das restantes marcas no mercado e, por isso, torna-se consumidor dos artigos L´Oréal.

E já que falei do submercado específico do Daniel, o dos cabeleireiros, o jovem colaborador da L´Oréal elucidou-me acerca dos fatores críticos de sucesso típicos deste mercado: inovação, timing (“right place on the right time”) e uma ótima relação (B2B2C), sendo o segundo “B” relativo ao(a) cabeleireiro(a). Para quem não está tão familiarizado, B2B2C significa Business to Business to Consumer. Este submercado, apesar da crise recente, tem vindo a recuperar e a crescer. Os maiores desafios nesta área são atualmente dois: a concorrência, seja através do preço praticado ou seja pela quantidade de marcas existentes; e os próprios consumidores, uma vez que alguns valorizam o conceito Do It Yourself e privilegiam realizar os seus tratamentos capilares em casa. De forma a combater esta última adversidade, o Daniel diz que se realça a superioridade profissional típica de um cabeleireiro, excelência essa que em casa nunca é alcançada. Neste setor, a componente relacional e o marketing são absolutamente fulcrais.

Num dos sites oficiais desta firma, são visíveis diversos vídeos das embaixadoras L´Oréal, onde se demonstra os resultados que estas obtêm da aplicação dos produtos da marca. Segundo o Daniel, ter “endorsers” é muito importante, por três motivos: dá bastante credibilidade à organização; funciona como um “stamp” de qualidade; e ainda o lado humano que é transmitido, uma vez que ao serem elas a colocar os produtos, é demonstrado a sua fácil aplicabilidade, bem como os resultados inovadores que geram.

E, já que referi um dos sites oficiais da marca, é importante fazer uma menção ao site para homens. Neste, é de realçar que a L´Oréal procura proporcionar aos visitantes uma experiência de lifestyle, uma experiência de homem 360º, de forma a que estes estejam em permanente contacto com a marca. Para tal, a companhia francesa cria conteúdo interessante para o seu público alvo (notícias sobre carros, aventuras, uso de determinado vestuário como camisas, por exemplo). No entanto, continua a ser natural associar esta grande empresa exclusivamente ao género feminino, uma conceção que se procura alterar cada vez mais.

A L´Oréal possui ainda o seu facebook oficial, no qual realiza diversos concursos, que têm como mais valia a criação de uma base de dados, crucial para se obter mais informação acerca do público.

O Daniel esclareceu-me ainda acerca das estratégias de Marketing mais bem sucedidas na L´Oréal: a utilização do digital para chegar aos consumidores; o uso do salão (no caso do setor onde atua) para chegar aos clientes; as já referidas endorsers e a imprensa, que é sempre um veículo de Marketing imprescindível.

Mais difícil do que atingir os lugares cimeiros é manter uma empresa no topo, afirmou o Daniel. De seguida, enumerou uma miríade de argumentos que apoiavam a sua opinião: quando se está no topo, para além da concorrência apertar, as expetativas dos consumidores estão elevadíssimas. É preciso fazer mais e melhor do que os rivais, revelando ainda uma elevada dose de resiliência.

Na L´Oréal existem 2 momentos de avaliação ao longo do ano (cada chefia define a periodicidade), onde são traçados objetivos e faz-se um balanço do que foi alcançado e do que é preciso melhorar. Caso se cumpra as metas previamente estabelecidas, o valor é reconhecido, o que demonstra bem a política de meritocracia que existe nesta companhia.

Elucidando-vos agora sobre a carreira do Daniel, ele entrou na faculdade ISCTE-IUL em 2009, em Gestão, e logo no 1º ano ingressou na AIESEC (a maior organização mundial sem fins lucrativos gerida por jovens), onde esteve até ao 2º ano. Desta vivência, destaca a parte organizacional, as pessoas que conheceu e as relações internacionais que estabeleceu. Posteriormente entrou no NEG (Núcleo de Estudantes de Gestão) onde, ao longo de 3 anos, realizou diversas atividades (como a organização de eventos) sendo uma experiência que recorda como enriquecedora, principalmente pelas competências adquiridas. No 3º ano de academia, realizou um estágio não remunerado na INSERT, de 2 meses, onde desenvolveu um plano de Marketing Digital (uma das suas paixões) para as 3 consultoras com as quais a empresa operava. Prosseguiu o mestrado em Marketing, na mesma faculdade, e logo no 1º ano foi nomeado Professor Assistente, dando aulas de Marketing Operacional ao 2º ano da licenciatura em Gestão. Das suas aulas, recorda a grande responsabilidade que teve, descrevendo esta experiência como fantástica, uma vez que sempre gostou muito da partilha de conhecimentos e, ainda por cima, eram conteúdos de Marketing, área que sempre o “seduziu”. Na mesma altura, entrou na IJC (ISCTE Junior Consulting), para o departamento de Marketing. Ainda neste 1º ano, participou no L´Oréal Brandstorm, um passo essencial para mais tarde ser um membro da empresa. Como podem ver por todo este percurso absolutamente sensacional, nada do que ocorreu posteriormente foi por puro acaso ou por sorte. Um dos mantras deste mundo é “A sorte dá muito trabalho”, o que fica bem patente neste percurso excecional do Daniel.

Daniel Santos tem tido um trajeto magnífico dentro da entidade, sempre em crescendo! Quando foi recrutado para a L´Oréal, iniciou a sua atividade como Marketing Assistant em 2013, passando depois para a posição de L´Oréal Professionel Product and Digital Manager. Posteriormente esteve 7 meses no cargo de Product and Digital Manager e o seu ofício anterior ao atual foi o de Business Consultant, onde permaneceu 8 meses. Os seus “segredos” foram a versatilidade que apresentou, o gosto pelo que faz e o cunho pessoal que sempre procurou imprimir no seu trabalho!

Sente-se bastante realizado por fazer parte da L´Oréal, por considerar que estar numa marca fortíssima, para além de ser sempre um bom “statement”, lhe permite ter responsabilidades por determinadas tarefas, inserido num ambiente de muita competitividade salutar. Destaca ainda o bom espírito vivido na empresa.

No futuro e, na medida em que a L´Oréal é uma instituição internacional, o Daniel pondera vir a colaborar com a corporação numa outra geografia, até porque a própria empresa promove essa mobilidade internacional.

Por fim, o Daniel deixa um conselho a todos os jovens que queiram singrar no mercado de trabalho: não se foquem apenas na faculdade, procurem conciliá-la com atividades extracurriculares, pois é aqui que se começa o mais importante (o networking), para além do sharing de experiências que ocorre, numa win-win situation, que irá contribuir para o crescimento pessoal de cada um dos envolvidos. Adquirem-se soft skills e é fulcral para que cada um perceba o que quer fazer no futuro e comece realmente a lutar por isso! Por outro lado, realça que a faculdade também deve ser encarada como um local onde há imensas oportunidades para cada um se divertir, ao mesmo tempo que conhece ótimos indivíduos e que se criam relações duradouras.

Um grande obrigado ao Daniel por me ter recebido e pela forma como conduziu a minha visita. Foi um prazer saber mais acerca da L´Oréal e acerca da carreira extraordinária do Daniel! Fica patente ainda uma ideia: na L´Oréal, a relação entre empresa e clientes é recíproca. Se são os clientes que alimentam a marca, através dos seus investimentos e das suas recomendações a amigos, a L´Oréal, por outro lado, procura a cada dia que passa ser cada vez mais disruptiva e agradar a todos os consumidores. Afinal, é porque os clientes merecem!

Até uma próxima leitura meus caros!




segunda-feira, 18 de julho de 2016

AKI – é fácil fazer

Há alguns dias atrás tive a oportunidade incrível de visitar uma loja do AKI, em Santarém, e de dialogar com diversos colaboradores desta organização, principalmente a Ana Teopisto e a Lídia Cardoso. Desde já deixo aqui o meu forte agradecimento a todas as pessoas com as quais falei e, em especial, à Ana e à Lídia! Muito obrigado pela tarde que me proporcionaram!

A Ana começou por me mostrar as instalações e as diferentes equipas. De seguida, fez-me uma breve introdução acerca da firma onde labora: o AKI faz parte do grupo ADEO, o terceiro maior “player” neste setor do mundo e o 1º ator francês no mercado internacional. Tem presenças em diversos países (tais como Espanha, Brasil, Itália, França, Rússia e China) e possui diversas marcas para além do AKI, como, por exemplo, a Leroy Merlin. Enquanto que esta funciona mais como uma loja de fortes investimentos por parte dos consumidores, o AKI existe mais numa lógica de comércio de proximidade, para materiais consumíveis.

O AKI foi a primeira empresa de distribuição de bricolage em Portugal, contando atualmente com 32 lojas espalhadas pelo território nacional, onde estão cerca de 25 mil artigos à venda. Até 2025 o objetivo é duplicar o número de lojas até aproximadamente 60, daí, atualmente, os processos de recrutamento estarem a decorrer constantemente, de forma a suprir as novas necessidades que vão surgindo. Atualmente e, uma vez que o grupo ADEO está cotado em bolsa, todos os profissionais do AKI são acionistas, recebendo repartição de resultados no fim do ano.

Descrevendo agora o ambiente que se vivia na loja, todos os trabalhadores caminhavam, de uma ponta à outra, sempre com uma cara visivelmente alegre e com o foco em ajudar o cliente. Momentos depois de me estar a mostrar o espaço, a Ana foi abordada por um cliente (que, como irão ver, seria o primeiro de muitos). Aliás, é aqui que reside a “magia” desta visita: tive mesmo a oportunidade de presenciar com os meus próprios olhos o atendimento dos profissionais do AKI e a forma como se desenrola um dia típico nesta loja!

Nestas alturas em que era interpelada, ora por clientes que estavam repletos de dúvidas, ora por consumidores que procuravam uma 2ª opinião, no meio de toda esta diversidade, a capacidade de problem solving e de manter a boa disposição da Ana deixaram-me incrivelmente surpreendido. Foi absolutamente irrepreensível em resolver tudo o que angustiava cada um destes indivíduos, com uma enorme rapidez. No meio de toda esta azáfama e, à medida que me continuava a guiar ao longo do AKI, ainda foi capaz de dialogar com diversos colegas, o que deixou transparecer as suas capacidades de multi-tasking. Uma profissional de grande gabarito, sem dúvida alguma!

Elucidando-vos agora acerca da carreira da Ana, ela começou por trabalhar em lojas de roupa. Mais tarde, passaria a colaborar na Esegur, saindo em 2008 para a Rádio Popular, o emprego anterior ao atual. Faz parte da grande equipa de 1300 colaboradores do AKI em Portugal há 3 anos e confessa estar a adorar a experiência. Trabalha-se muito, revela a própria, mas a relação que se estabelece com as pessoas é totalmente compensadora. Qual Daniel Oliveira qual quê, naquela altura era escusado perguntar à Ana o que diziam os olhos dela porque estes transmitiam, indubitavelmente, uma felicidade radiante! Detalhando mais acerca desta relação entre colaboradores e clientes, no AKI Santarém, é por demais evidente que se vive um ambiente familiar. No caso de Ana Teopisto, por exemplo, sempre que um novo cliente entrava no AKI, a Ana cumprimentava-o simpaticamente, sendo que os seus clientes lhe devolviam em igual medida um alegre “Boa tarde!”.

De seguida, a Ana confessou que o seu dia a dia não era de todo programável. Este último vocábulo só era passível de se utilizar em duas situações: quando entra de manhã, já sabe que entre as 7H e as 9H  irá repor artigos; se entrar à noite, sabe que das 21h às 22H irá arrumar a loja. As restantes horas de trabalho são totalmente imprevistas e diariamente distintas, o que torna o seu ofício extremamente estimulante.

Logo depois falámos acerca do maior obstáculo que a carreira já lhe tinha colocado e Ana Teopisto confessou-me que o mais estimulante é, em algumas ocasiões, o trabalho com pessoas. Criam-se laços e dá-se o máximo para que os colegas tenham as melhores oportunidades que, por vezes, são um grande desafio para serem agarradas. Neste aspeto, realçou mais do que uma vez a Lídia (de quem vos falarei mais tarde), a diretora da loja, que descreveu como sendo uma pessoa que construía ótimas relações com os indivíduos à sua volta. Afinal e, fazendo uso do célebre provérbio chinês, no AKI não se procura dar o peixe mas sim ensinar a pescar!

Numa altura em que dialogávamos acerca dos trabalhadores desta entidade, pedi-lhe que me traçasse o perfil de alguém que “veste a camisola” do AKI, seja para um futuro emprego ou para entrar na academia de trainees do AKI. “É preciso ter vontade, saber o que se quer alcançar, trabalhar, correr atrás e ter a humildade de assumir que estás aqui para aprender, muitas vezes até com os clientes. É necessário demonstrar-se espírito de equipa, saber respeitar as diferenças de cada um e estar sempre disposto a ajudar, uma vez que estamos todos unidos por um bem comum” afirmou com convicção Ana Teopisto.

A visita ia prosseguindo e, à medida que os clientes continuavam a surgir (e que a Ana, fruto das diversas alternativas que lhes apresentava, continuava a encontrar soluções satisfatórias) fui conversando com outros profissionais da empresa. Em relação ao teor das minhas conversas, houve de tudo: desde o Pedro que já está nesta casa há 26 anos (algo cada vez mais raro) e que destacou a valorização dada aos colaboradores, falando orgulhosamente dos prémios que o AKI lhe tinha dado aos 10, 20 e 25 anos de trabalho na empresa; passando pelo João, vendedor do departamento de tintas, que realçava a felicidade em laborar no AKI pelo trabalho de equipa que se estabelecia e pelas interações diárias com os clientes, dizendo mesmo que, há 6 anos, quando tinha entrado na companhia, não sabia nada e agora sabia quase tudo! “O AKI foi uma grande escola para mim, sem dúvida”, relatou-me o próprio; entretanto surgiu outro profissional chamado Pedro, que nomeava o conhecimento adquirido através da formação dada aos colaboradores do AKI, o atendimento ao cliente e a simpatia transmitida como os fatores que mais apreciava neste seu ofício, para além do já referido trabalho de equipa e consequente entreajuda. Ainda dialoguei com a Mónica que enfatizou o espírito de equipa, novamente, dizendo que “Tudo é possível com esta equipa”. Posteriormente falei com o Fábio, outro vendedor, que dominava, sem dúvida, a arte da oratória. Revelou-me que gosta imenso de trabalhar com pessoas e que, mais do que ser preciso, numa carreira, ter força de vontade, é necessário vontade de ter força! Afirmou ainda que, nos dias que correm, ser multi-tasking abre muitas portas e que é sempre preciso estar-se ciente da responsabilidade que temos uma vez que, mesmo sendo nós a parte mais “baixa” da empresa, iremos ser nós mesmos a dar a cara e, consequentemente, a “ter” nas nossas costas uma data de pessoas da firma. Por último e para concluir esta série de 6 testemunhos, falei com a Teresa, que me deu insights bem diferentes, uma vez que tinha entrado na companhia há apenas 1 semana! Ela disse-me que estava no departamento de casas de banho e canalização e que, neste momento, ainda sentia dificuldades em tudo. No entanto, realçou também que estava a adorar a experiência e que todo o pessoal da loja a ajudava imenso e que, por isso mesmo, estas dificuldades acabavam por ser estimulantes. Há apenas 7 dias no AKI, já me relatava com admiração a valorização humana impressionante e revelou-me que, no 1º dia em loja, sentiu muitas dificuldades em ajudar os clientes e teve que ser constantemente auxiliada pelos colegas. No entanto, no final desse mesmo dia, a diretora da loja sentiu a necessidade de falar com ela e fez-lhe ver que o mais importante era ela continuar a dar o seu máximo e que, com o tempo, tudo iria correr pelo melhor. Na minha ótica, o testemunho da Teresa acabou por ser deveras interessante, por ser demonstrativo da realidade inicial de um emprego e das dificuldades sentidas!

Ficou saliente, ao longo desta maravilhosa tarde, que os pilares do sucesso do AKI em Portugal são uma combinação dos três seguintes fatores: proximidade ao cliente (alcançada pelo número elevado de lojas em território português e pela importância que o cliente tem para todos os colaboradores), variedade de artigos e muito trabalho por parte dos seus profissionais. Também foi referida a experiência, alcançada por serem a primeira empresa do setor no nosso país mas, no entanto, a Ana considera que com as mudanças da sociedade e a consequente mudança de hábitos nos indivíduos, mais do que a experiência, a adaptabilidade assume um papel fundamental.

A inovação é, indubitavelmente, um fator de diferenciação neste mercado e, no AKI, esse fator é uma constante. Foi o AKI que desenvolveu as Bricofichas (fichas informativas com várias dicas de como fazer diversos trabalhos de bricolage em casa) e talvez o expoente máximo se tenha dado com a criação do conceito Do It Yourself. Na atualidade, os clientes procuram cada vez mais fazer por eles próprios, até porque o dinheiro não abunda e contratar profissionais acaba por não sair barato ao consumidor. Nesta altura, a Ana mostrou-me a oficina da bricolage. Neste local compra-se os materiais necessários e os colaboradores do AKI ajudam a montar o equipamento gratuitamente. Esta novidade surgiu em Santarém, fruto de um concurso interno de ideias que ocorre a nível mundial (promovido pelo grupo ADEO), que se denomina InovaAKI.

Pelo 3º ano consecutivo a escolha do consumidor, para além de ser a marca de bricolage da casa e jardim com maior notoriedade espontânea, a Ana diz que no AKI não há segredos para o sucesso, enfatizando novamente o trabalho. Segundo a própria, “andam sempre a 1000”. “Não é trabalhar porque é preciso, é por querer evoluir, adquirir competências e conhecimento”, afirma a Ana, o que demonstra uma cultura de intensa procura pela melhoria pessoal que, consequentemente, proporciona todos os prémios supracitados.      

Um dos principais problemas desta loja é a sua localização. No entanto, a simpatia dos colaboradores, que procuram acompanhar os projetos dos clientes, ultrapassa a adversidade colocada pela geografia onde estão inseridos.

De seguida falámos de duas invenções internas, o serviço Click e Recolha e o cartão AKI mais, e do retorno que estas traziam ao próprio AKI. No caso do primeiro, é um serviço que permite ao consumidor efetuar as suas compras online e levantá-las em qualquer loja AKI gratuitamente. No AKI Santarém recebem encomendas, por exemplo, da La Redoute e da Lanidor. Os resultados são cada vez melhores, alicerçados pelo cada vez menor tempo de que as pessoas dispõem. Quanto ao cartão AKI mais, é um cartão que traz múltiplos benefícios ao cliente que o utiliza (comunicação privilegiada, promoções e descontos exclusivos), sendo que para a marca é muito importante em termos de fidelização, uma vez que, mais tarde, o cliente lembra-se do AKI, quando tiver necessidades tão distintas como simplesmente mudar uma lâmpada ou remodelar uma casa.

A formação é algo que também acontece com regularidade nesta instituição, não só para os colaboradores do AKI como também para os clientes. No 1º caso, é fulcral que assim seja, uma vez que muitos clientes esclarecem dúvidas e pedem opiniões aos trabalhadores do AKI (como foi visível em relação à Ana) e, para esse efeito, os trabalhadores têm que estar muito bem preparados para se sentirem à vontade em resolver toda e qualquer situação que possa surgir. Já no 2º caso, são de destacar os workshops, denominados Bricoaulas, que decorrem todos os sábados para aqueles que estejam interessados.

Nesta corporação a Responsabilidade Social é levada muito a sério. Cada loja tem laços criados com algumas instituições. No caso da de Santarém, o AKI desta cidade, quando tem artigos não vendáveis mas passíveis de serem utilizados, doa esses mesmos materiais à Cruz Vermelha. A Cruz Vermelha ajuda, essencialmente, a nível de arrumação e de formação (nomeadamente acerca de higiene e segurança no trabalho e de primeiros socorros), estabelecendo-se, por isso, uma relação recíproca. Mas o portfólio de projetos louváveis desta entidade não terminam por aqui. O AKI tem atualmente a decorrer o projeto “Missão com Pinta”, com a Sic Esperança, em que o dinheiro da venda da mascote Tó Pintas reverte para a fundação Gil, sendo utilizado para remodelação de escolas. Para além disso, há dois anos o AKI Santarém ajudou uma escola que solicitou auxílio, uma vez que precisava urgentemente de recuperar o chão de uma sala de aulas. Pois bem, o AKI fez uma breve análise da situação e constatou que não era só o chão que precisava de reparação. Então, decidiram, adicionalmente, colocar móveis no estabelecimento de ensino, pintar o refeitório e fazer melhorias em todas as salas, sendo que tudo isto foi realizado fora do horário de trabalho dos colaboradores do AKI e sem qualquer custo para a escola! Que iniciativa absolutamente incrível, a mostrar que, no mundo dos negócios, as boas ações têm e sempre terão espaço!

Entretanto, aproveitei uma nesga de oportunidade e falei com um cliente, perguntado-lhe como classificaria o atendimento no AKI. O indivíduo em questão disse-me estar muito satisfeito porque, todas as vezes que tinha sido atendido, o tinham esclarecido, salientando a informação que os trabalhadores do AKI detinham. Para tal informação, disse-me a Ana mais tarde, também contribui em larga parte o telefone da empresa, um dispositivo que a Ana me descreveu como fantástico, uma vez que permite ver o que há em stock, em que quantidade há, a variedade de artigos e o preço destes. Para além disso, ainda possibilita o acesso direto ao site do AKI, email e praticamente a todas as ferramentas necessárias ao trabalho diário de um colaborador desta empresa, sem que este precise de estar junto a um computador.

Posteriormente, falei com Lídia Cardoso, diretora da loja AKI Santarém, uma pessoa que tinha tanto de inspiradora como de afável. Em relação à academia de trainees que o AKI está agora a promover (caso se queiram inscrever, poderão fazê-lo aqui http://www.academiaaki.pt/), a Lídia realçou que não procuram licenciaturas, mas sim pessoas com veia empreendedora, que gostem da área do comércio e de trabalhar com e para pessoas. Deixou-me ainda um conselho: na faculdade apenas nos dão as ferramentas necessárias. Cabe-nos a nós dar-lhes uso, uma vez que as empresas procuram cada vez mais  as chamadas “soft skills” e, no final, vai importar realmente quem tu és como pessoa e o que queres construir, disse-me a Lídia. Afinal e, segundo ela, “No AKI podemos ensinar as competências; já o saber ser, isso não dá para ensinar”. A Lídia afirmou ainda que era muito importante que os jovens interessados tivessem a vontade de mudar o mundo, de fazerem mais e melhor e de se superarem continuamente. Terminámos o nosso diálogo com a diretora desta maravilhosa loja a realçar que, todos os dias, procura transmitir à sua equipa o quão felizardos são por fazerem parte desta grande família e procura ainda aferir acerca de novas iniciativas que lhes permitam continuar satisfeitos por laborar no AKI.

Finalizando, queria destacar o quão bem recebido fui nesta tarde que se revelou, a todos os níveis, absolutamente fenomenal! O mote do AKI, como podem ver no título, é “É fácil fazer”. E, realmente, foi isso que comprovei neste dia: é fácil fazer os clientes satisfeitos, é fácil fazer um ambiente de trabalho ótimo e é fácil receber de uma forma incrível os jovens! Para tal, basta que as equipas envolvidas sejam constituídas por pessoas excecionais! Muito obrigado, mais uma vez, a todos os intervenientes!

Caso queiram saber mais alguma informação acerca do AKI, visitem o seu site em: http://www.aki.pt/ 

Até uma próxima leitura meus caros!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Filipe Castro Matos – Um business developer na sua essência!

Olá Caros Leitores!

Hoje trago uma redação um pouco diferente do que vos tenho habituado, mas penso que, por diversas razões, será uma leitura útil para todos vós. Primeiro, o Filipe Castro Matos é indubitavelmente uma das referências jovens no mundo do empreendedorismo aliado à criatividade. Depois, conhecer em detalhe uma carreira duma pessoa como ele que, tão jovem, já alcançou tanto, certamente funcionará como um fator motivador e inspirador para os leitores. Por último, este texto irá ao encontro do propósito do blog: tornar todos os leitores mais próximos do mercado de trabalho e auxiliar-vos a vingar no mesmo!

Recentemente tive, portanto, a oportunidade incrível de estar à conversa com Filipe Castro Matos, um rapaz que, sem dúvida nenhuma, tem mudado o mundo! Fazendo uma breve síntese sobre quem é o Filipe, penso que ele poderá ser descrito como um jovem intrépido, que procura sempre ir mais além em tudo o que faz e que tem conseguido, inquestionavelmente, deixar a sua marca pela positiva por onde tem passado. Procura, acima de tudo, exponenciar ao máximo toda a criatividade que tem dentro de si de forma a realizar-se por completo.

O Filipe licenciou-se em Economia na FEP e começou por experimentar o mundo das multinacionais, sendo recrutado para a NORS, onde permaneceu durante 8 meses. Apesar de saber da importância deste emprego, até pela “bagagem” que ganhou, o Filipe confessou que sempre sentiu que este tipo de empresa nunca seria o seu “fit” no mercado. Entretanto, surgiu a oportunidade de organizar a MF24 Invicta (Meu Futuro 24 Horas), um dos primeiros indícios da sua veia empreendedora. Passou posteriormente pela Playnify e laborou ainda com a Startup Pirates (na qual, para além de exercer outras funções, foi responsável por criar o Startup Exchange Program).

Mais tarde, surgiu a oportunidade de organizar a Go Youth Conference (GYC), um dos grandes “leaps” da carreira do Filipe. Uma experiência que o mesmo descreve no seu blog como “A Hell of a Ride” (https://medium.com/@filipecmatos/go-youth-conference-a-hell-of-a-ride-ends-8c970e3743fa#.s44plxrc7) e que sem dúvida alguma foi uma alavanca para o que se seguiria. Acerca da organização da GYC, o Filipe realçou as skills de gestão de eventos que desenvolveu, a reputação que ganhou no mundo das startups e as oportunidades de emprego que de seguida surgiram (GetSocial, por exemplo). Claro que no mundo do empreendedorismo nem tudo é um mar de rosas, mas a capacidade do Filipe e da equipa da qual fazia parte de serem persistentes e dedicados ao projeto, aliado às incríveis competências de cada um, fez a diferença.

Seguiram-se experiências na Vertty, na The Startup Scholarship, GetSocial, STARTUP LISBOA, WIME (Founder & COO) e, desde Junho do presente ano, o Filipe encontra-se na Prodsmart, como Marketing Manager. Em todas estas experiências são notórios diversos pontos em comum: desde o gosto pelo marketing, ao empreendedorismo constante (evidenciado na WIME) e ainda uma capacidade de “metamorfose” e de adaptação a novos contextos e ambientes notável!

No meio de toda esta fenomenal carreira (não nos esqueçamos que o Filipe tem somente 27 anos e já conta com um repertório de empresas invejável), o dia 2 de Abril de 2014 não pode ser esquecido. Neste dia, o Filipe decidiu desafiar-se a acordar durante 21 dias úteis seguidos às 04h30 da manhã!

O objetivo do Filipe passava por alcançar um “boost” a nível produtivo e, simultaneamente, aproveitar ao máximo os dias. Como o seu horário era bastante flexível e como nunca se importou em acordar cedo, pensou “Porque não?”. Decidiu postar o desafio nas redes sociais de forma a “obrigar-se” a ir até ao fim e a não voltar atrás. Mais tarde o próprio escreveu um artigo que se tornaria viral, sendo inclusive mais do que uma vez republicado no Business Insider, artigo esse que aborda as 12 lições que aprendeu ao longo desta epopeia fantástica (https://medium.com/life-hacks-for-business/12-lessons-of-waking-up-at-4-30-a-m-for-21-days-90d1053c3634#.p3udtpsuw).

#21earlydays catapultou o Filipe para a ribalta, sendo que este apareceu nos telejornais e jornais portugueses e, internacionalmente, teve a oportunidade absolutamente extraordinária de dar uma TED talk num TEDx na Bulgária. Atualmente, #21earlydays continua a ser uma das hashtags mais partilhadas de sempre no Twitter (sem recurso a qualquer tipo de publicidade) e o Filipe afirmou que recebe emails diariamente, provenientes dos cantos mais recônditos do mundo e das pessoas das mais variadas nacionalidades a dizerem que vão fazer o mesmo desafio ou que já o fizeram e que lhes mudou a vida. Imagino o orgulho que o Filipe sentirá nesses momentos! Uma experiência que mudou a vida, tanto dele como de milhares de pessoas pelo mundo fora!

Após esta biografia do Filipe, é hora de abordar os conselhos e ensinamentos que me foram transmitidos.

A nossa conversa focou-se bastante na perceção do que é necessário para se criar uma empresa. E acreditem que, a julgar pelo relato do Filipe, o mundo dos empreendedores é estimulante e apaixonante, mas não é aquela fictícia busca fácil pelo sucesso que nos é descrita todos os dias, em jornais, televisão ou na internet.

O Filipe começou por abordar os aspetos fulcrais para a criação de uma empresa. Primeiro que tudo, uma empresa irá estar sempre dividida em duas grandes partes: a burocrática e a processual. A 1ª parte é pouco falada (refere-se às contabilidades) mas é igualmente importante para que haja um crescimento sustentável.

Abordando agora com maior incidência a parte processual, a equipa por detrás da firma deve ser multidisciplinar e todos, sem exceção, devem estar comprometidos a 100 % com o projeto (não apenas numa ótica de acreditarem no mesmo, mas também na vertente de se dedicarem inteira e unicamente à ideia que se está a procurar desenvolver). Para além disso, um aspecto a considerar segundo o jovem marketeer deve ser o de fundar a empresa com pessoas com as quais já tenha havido alguma colaboração a nível profissional ou pessoal. Vai sempre haver desaguisados e momentos menos bons e é fulcral saber como reagir e o que esperar da equipa que integramos.

Numa ótica financeira, o jovem nortenho aconselha todos os futuros empreendedores deste país que adiem ao máximo a criação da empresa. Os custos vão ser enormes e, principalmente, se ainda estiverem numa fase de desenvolvimento do produto e ainda não venderem, a sobrevivência neste mercado cada vez mais duro será uma miragem.

Para o Filipe a melhor altura para se cometer uma “loucura” destas é quando somos jovens, devido ao caráter arriscado subjacente a um tipo de decisão como esta. Nestas idades não há riscos (ou pelo menos eles são menores) mas, simultaneamente, o Filipe diz não acreditar que uma pessoa que saia da faculdade possa criar uma empresa de raiz. No entanto, destaca que uma boa formação académica é importante, uma vez que nos ajuda a estruturar o pensamento e, bem utilizada, a começar a construir uma boa rede de contactos.

O Filipe salientou ainda a diferença entre ter um bom produto e ter sucesso. Infelizmente, a distância entre estes dois pares de vocábulos é bastante acentuada.

Mas não há que desanimar, aliás, bem pelo contrário! Talvez umas das grandes lições que se pode retirar desta redacção (senão a maior) é que mesmo quando se comete erros (e vai sempre haver erros, por mais que as pessoas envolvidas nos projetos sejam competentes) nunca nos podemos esquecer do que dizia o filósofo grego Aristóteles: “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.

Finalizando, queria apenas realçar o quão honrado me sinto por ter tido a chance de conhecer e de dialogar com o Filipe. Sempre afirmei que não sei até onde é que o meu blog poderia chegar (e continuo sem saber) mas só o facto de me ter permitido conversar com o Filipe faz-me pensar que, sem qualquer sombra de dúvidas, criá-lo foi uma decisão acertada! Sinto ainda que devo agradecer ao Filipe pela “ginástica” que certamente terá feito para me incluir no seu dia e por todos os ensinamentos e conselhos partilhados. É uma realidade sabida que o mundo das startups é muito estimulante mas acaba por “sugar” praticamente a totalidade do tempo das pessoas envolvidas e, portanto, mais uma vez deixo aqui o meu sincero agradecimento ao Filipe Castro Matos! Muito muito obrigado!

Até uma próxima leitura meus caros!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jerónimo Martins - Compromisso com o Crescimento

Olá Caros Leitores!

Após um interregno motivado pela época de exames, volta agora um texto acerca do mundo empresarial! Hoje trago-vos um artigo acerca de uma empresa que será certamente mais do que conhecida por todos vós: a Jerónimo Martins.

Esta redação será um pouco diferente do que vos tenho habituado e será mais concentrada numa conversa que tive com o Tiago Sampaio, que labora na Jerónimo Martins, conversa essa em que abordamos diversos assuntos relacionados com a empresa e com os jovens nomeadamente as oportunidades que esta gigante do retalho proporciona à população juvenil.

A troca de impressões com o Tiago Sampaio deixou-me sem qualquer dúvida com a certeza de que se trata de um profissional de qualidade inequívoca e de uma pessoa fantástica! Deixo desde já aqui o meu forte agradecimento ao Tiago! Muito muito obrigado! É realmente uma pessoa inspiradora e sem dúvida que almeja (e tem conseguido) deixar a sua marca nos jovens que partilham a minha faixa etária, algo que é de realçar!

Contextualizando, a Jerónimo Martins é, como a maioria saberá, o maior Grupo de Distribuição Alimentar em Portugal e na Polónia, recebendo diariamente milhões de clientes nos supermercados e hipermercados Pingo Doce, bem como nos Cash & Carries Recheio (ambos em Portugal), nas lojas Biedronka e Hebe (Polónia) e nas lojas Ara (Colômbia). Com mais de dois séculos de história, é uma empresa cotada em bolsa e reportou no final de 2015 quase 14MM de euros em vendas, contando com mais de 3500 lojas.

Passando agora ao que foi discutido com o Tiago, este começou por me explicar que é, atualmente, o responsável pela área de Employer Branding do Grupo Jerónimo Martins (JM) em Portugal. Esta área tem como responsabilidade comunicar e implementar a proposta de valor da organização na sua dimensão de “empregador”. Na prática, significa que o Tiago procura atrair e reter os talentos de topo, nomeadamente os recém graduados, através dos diversos programas que a Jerónimo Martins tem para a população juvenil, o Management Trainee Programme e o Summer Internship Programme.

O percurso do Tiago será, na minha opinião, deveras motivador para todos os leitores, uma vez que irão aperceber-se da relação que existe em ser trainee da JM e, mais tarde, vir a trabalhar nesta grande firma. A verdade é que o Tiago entrou precisamente através do 1º programa supracitado, o Management Trainee Programme, há precisamente dois anos atrás. Sempre teve uma paixão e um gosto singular pela área da distribuição alimentar e considerava e continua a considerar o Management Trainee Programme o melhor programa, de longe, para recém graduados portugueses. Segundo o próprio, este programa oferece uma perspectiva de progressão de carreira acelerada e com muitos desafios ao nível da gestão, nas mais variadas áreas funcionais. Hoje, confessa-se naturalmente realizado por poder promover este “produto” por duas razões que passo a enunciar: o facto de acreditar verdadeiramente que a sua história se poderá repetir com outros jovens e por poder aplicar os conhecimentos-base de Marketing que tinha adquirido em diversificadas experiências anteriores num contexto de Recursos Humanos, uma área que respeita e com a qual se identifica profundamente.

Talvez a parte fulcral para a maioria dos meus leitores reside na seguinte questão que efetuei: mas afinal, o que procura o responsável pelo Employer Branding desta magnífica empresa nos jovens? Citando o próprio “Uma combinação de resiliência, determinação, humildade, potencial de liderança entre outras competências que são chave, não só para se trabalhar numa empresa como a nossa mas para o mercado em geral”. Segundo o Tiago, o segredo não passa por alegar ter estas competências ou descrever-se como sendo, por exemplo, uma pessoa determinada e focada. É preciso existirem experiências que acompanhem e que sejam demonstrativas de cada uma das qualidades supracitadas. Tiago Sampaio referiu que encontrar pessoas qualificadas em Portugal é relativamente fácil, o que é perfeitamente corroborado pelo cada vez maior número de alunos licenciados. Mas, acima de tudo, o que é valorizado é os bons ensinamentos que possam ter sido aprendidos através de experiências enriquecedoras tais como Erasmus, estágios, voluntariados, prática regular de um desporto e, especialmente, as chamadas hardships of life. Afinal e, quando nos referimos a indivíduos com talento invulgar, com capacidades singulares e que reúnam todo o conjunto de competências que o Tiago referiu, a tarefa em captar e desenvolver este talento acaba por ser tornar bem mais complicada para os profissionais da área.

A missão da Jerónimo Martins, relativamente às oportunidades para a população juvenil, é muito concreta e muito específica: têm a ambição de oferecer os melhores programas de talento jovem nos mercados em que operam. Segundo o próprio, em Portugal, se a missão não foi atingida, estará muito perto disso, afirmação que é apoiada pelos dois programas anteriormente referidos. A receita para o sucesso destas duas iniciativas da JM reside no genuíno e verdadeiro interesse e mobilização da empresa para proporcionar grandes experiências de aprendizagem e de crescimento aos jovens que integram o Grupo. O facto de terem diversos CEOs e variados indivíduos nas comissões executivas do Grupo que foram, numa fase inicial da sua carreira, trainees e estagiários dá realmente uma dose de motivação extra a todos os jovens que procuram a sua oportunidade nesta bela empresa. Acaba por se viver um bocadinho a cultura do “Trainee once, Trainee for life”. Para além disso, ajuda a desmistificar aquele mito que existe no mercado de que os programas de trainees e especialmente de estagiários não passam de uma tentativa por parte da empresa de ter pessoas minimamente habilitadas a cumprir uma função durante determinado intervalo de tempo e, após esse período terminar, volta-se a aceitar outro jovem para esse lugar e por aí adiante, numa forma de evitar eventuais gastos. Não é esse claramente o objetivo da Jerónimo Martins com este tipo de programas.

O Tiago referiu ainda, nesta parte do diálogo, o já conhecido “conto” no qual o CFO (Chief Financial Officer) se dirige ao CEO (Chief Executive Officer) dizendo “o que acontece se investirmos nas pessoas e elas nos deixam?” e no qual o segundo responde ”o que acontece se não investirmos e elas ficarem?”. Segundo o jovem talento da JM, na empresa não podiam estar mais de acordo com o CEO deste “conto”.

No site da Jerónimo Martins é referido que, para a empresa portuguesa, os seus ativos mais valiosos são as pessoas, daí investirem na sua valorização e crescimento. O Tiago esclareceu-me que a formação é, de facto, fundamental para a sustentabilidade do negócio. Em 2015 os 89 000 colaboradores da organização receberam mais de 2,6 milhões de horas de formação. A JM possui áreas corporativas especializadas na antecipação das necessidades de formação e de desenvolvimento de competências a todos os níveis para o futuro, o que demonstra, indubitavelmente, que a empresa tem uma visão a nível estratégico que só se cumpre formando as suas pessoas. Afinal e, parafraseando o Tiago, “colaboradores motivados e competentes têm todas as oportunidades de valorização e crescimento nesta empresa”.

Por último, gostaria de terminar realçando a humildade do Tiago. Quando o inquiri acerca da grande dificuldade das organizações como a JM residir em chegar ao topo ou posteriormente, permanecer lá, o Tiago remeteu essa questão para quem gere de facto a empresa. No entanto, considera que se vive uma cultura única, sem igual, de forte determinação em serem os melhores naquilo que fazem, ao mesmo tempo que procuram permanecer humildes e não tomar nada como garantido. Uma lição para todos nós: apesar do estatuto inquestionável da Jerónimo Martins, os seus colaboradores continuam todos os dias a operar de forma incrivelmente dedicada e determinada com vista à melhoria contínua. Atingir o topo não é sinal de descanso, muito pelo contrário: ser a melhor empresa em determinada área só traz uma responsabilidade acrescida de continuar a manter-se atualizada, muito forte e sempre um passo à frente da concorrência.

Mais uma vez, o meu sincero obrigado ao Tiago Sampaio por ter dispensado parte do seu tempo para o crescimento do meu blog e, simultaneamente, para a evolução dos meus leitores!

Caso queiram saber mais algum pormenor acerca destes programas ou sobre a Jerónimo Martins, aqui fica o link do seu site: http://www.jeronimomartins.pt/

Até uma próxima leitura meus caros!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Alpac - Investing in exceptional companies and individuals

Na minha quarta incursão pelo mundo dos negócios, tive a oportunidade de conhecer a Alpac Capital e de estar à conversa com o seu Partner, Luís Santos, homem de renome no mundo da consultoria e dos investimentos privados.

A Alpac é uma holding que possui várias empresas, estando subdividida na Alpac Ignition, Alpac Real Estate e na Alpac Private Investments. O seu core business é a Alpac Ignition, que está maioritariamente relacionada com a compra e venda de startups.

A sua equipa conta com nomes de peso: Pedro Vargas David, com um passado sólido no retalho (Jerónimo Martins), Luís Santos (sobre o qual me explanarei mais à frente) e Gonçalo Reis (empreendedor de grande sucesso). Pedro Vargas David desempenha o cargo de CEO and Managing Partner, Luís Santos, sócio de Pedro, de Chefe de Investimentos e Gonçalo Reis assume as funções de Entrepreneur in Residence.

Relativamente ao modus operandi da Alpacpodemos afirmar que está dividido em 4 grandes fases. A sua equipa começa por fazer um screening de todas as startups portuguesas (hoje em dia existem cerca de 500), sendo esta a 1ª etapa. Destas 500, só 300 são reais, ou seja, existem verdadeiramente no mercado, sendo posteriormente analisadas com maior pormenor, restando atualmente cerca de 100.

Dessas 100, procuram-se aquelas que estão ligadas a áreas como a industry 4.0 e o retail 4.0 (conceitos que enfatizarei posteriormente nesta redação), que, presentemente, são cerca de 30.

A partir destas 3 dezenas de startups, entra o trabalho de um grupo de 5 alunos da faculdade Nova SBE, que irão entrevistar estas empresas e, em caso de sinal afirmativo, a Alpac irá reunir-se com as mesmas. Confirmando-se o seu potencial elevado, a Alpac compra a startup (2ª fase).

Na 3a etapa, a Alpac procura acrescentar valor à empresa que adquiriu. Para tal, procede desde logo a um considerável aperfeiçoamento da firma, seja aumentando a qualidade do RH, procurando melhores fornecedores, obtendo mais clientes, tratando da logística, das compras de materiais, etc.

Os “Alpacers” fazem mesmo parte do dia-a-dia das startups, estão mesmo nas empresas (são sócios), até porque só assim se previnem erros que possam ser cometidos devido ao escasso conhecimento de mercado e só desta forma é que, efetivamente, se evolui a startup. Nestas, nenhuma decisão é tomada sem que a Alpac tenha conhecimento de tal. Parafraseando Luís Santos, procura-se “construir em conjunto”.

A 4ª e última etapa será o Fund Raising (trazer investidores para a empresa crescer ainda mais) ou, no limite, a venda da própria.

Elucidando-vos agora sobre os termos que previamente supracitei, industry 4.0 ou a 4ª revolução industrial é um conceito que nasceu há 3 anos atrás, na Alemanha, sendo atualmente o grande “chavão” das indústrias. Procura a digitização dos processos de forma a acelerá-los e a aprimorá-los, seja através de melhoramentos ao nível do hardware e/ou software. Dando dois exemplos deveras elucidativos, imaginem o que é ter uma máquina que, quando o peso da caixa onde a fábrica armazena os parafusos desce consideravelmente, avisa o chefe de secção que é necessário comprar parafusos ou até é a própria máquina que os encomenda! Ou ainda um software que deteta um erro que ocorreu numa linha de produção de automóveis e de imediato localiza-os, minimizando o lapso, os custos para a empresa e as desvantagens para o comprador. Acima de tudo, a industry 4.0 permite a recolha de informação que fará a eficiência dos processos aumentar significativamente. Quanto ao retail 4.0, foi criado numa ótica de perceber o que o consumidor gosta e/ou induzi-lo a querer determinado produto/serviço. O consumidor não quer ser obrigado a deslocar-se à loja ou a ir a uma qualquer outra plataforma, quer comprar o que quer e onde quer e é aqui que o retail 4.0 é realmente inovador e solucionador.

Passando agora a Luís Santos, é indubitável afirmar que se trata de um Senhor dono de um currículo invejável, como é comprovado pelos quase 10 anos em que trabalhou numa das melhores (senão a melhor) consultora do mundo, a McKinsey & Company. Nesta, teve a possibilidade de exercer o seu ofício por todo o mundo, algo que o próprio relatou com natural regozijo.

No que à McKinsey concerne, e visto que os meus leitores estarão certamente ávidos de perceber como é que se alcança um sucesso tão incrível e fenomenal neste meio tão competitivo, Luís confidenciou-me que o seu grande segredo foi o facto de ser muito evoluído em termos analíticos. Para além disso, Luís Santos sempre gostou de resolver desafios que mais ninguém conseguia deslindar e, portanto, a experiência na McKinsey ter-se-à revestido de grande prazer para o próprio, dado o elevado grau de dificuldade dos projetos característicos desta área.

Para finalizar o artigo não poderia deixar de destacar a fantástica resposta de Luís Santos quando lhe inquiri acerca do maior desafio que já tinha ultrapassado ao longo de toda a sua carreira profissional. Contou-me que, no passado, num determinado negócio resultante de uma empresa nova que estava a ter cada vez mais êxitos, a Alpac ia receber uma considerável quantia de dinheiro de investidores. No entanto, deixaram de confiar no sócio que estava com eles. Então, Luís viu-se entre a situação de avançar numa transação com um sócio sobre o qual tinha dúvidas acerca do seu carácter ou desistir de uma operação que poderia render à empresa um lucro elevado. Optou pela 2ª opção, pois sabia que, se esta operação avançasse, a certa altura as coisas não correriam bem e, por conseguinte, saiu do negócio. O mais extraordinário é que toda a equipa da Alpac apoiou por completo a decisão e, segundo Luís, foi nessa altura que souberam que estariam sempre todos juntos, para o que desse e viesse. 

Afinal, é isto que qualquer empresa procura. Mais que meros trabalhadores, mais que meros colaboradores, uma equipa, uma família! Sem dúvida que este será o verdadeiro “investimento” necessário para se alcançar os dividendos que só o sucesso traz!

Se estiverem interessados em obter mais informações sobre a Alpac Capital, visitem o seu site: http://www.alpaccapital.com/

Até uma próxima leitura meus caros!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Olisipo- Mais que uma empresa, um mar de oportunidades.

Olá Caros Leitores!

Depois desta ausência prolongada devida a uma carga intensiva de trabalho, aqui estou eu para vos relatar a minha nova experiência no Business World! E, no meu terceiro contacto com o tecido empresarial, tive a oportunidade maravilhosa de visitar a Olisipo Way!

A Olisipo Way é uma holding que gere 13 empresas (entre as quais a Olisipo), com negócios nos EUA, França, Nigéria, Reino Unido, Dubai, entre outros. Destas 13 empresas podemos referir a EyeSee (publicidade digital), a True-Kare (que detém a solução mais inovadora do mundo ao nível da tele-saúde), a SenseFinity (que atua na área da Internet of Things, tendo ganho o prémio de melhor startup na respetiva área em 2015) e a Hakken (consultoria de projetos de IT). Todas elas têm dois aspetos em comum: a sua origem deve-se a ideias/iniciativas de colaboradores da Olisipo e são todas direcionadas para o mundo inteiro.

Quem me recebeu foi o super simpático João Tavares da Silva, Strategic Marketing & Communications Manager, que me falou acerca do seu trabalho. No passado, João Silva sempre esteve ligado ao Marketing passando por diversas entidades tais como a Proximity, Portugal Telecom, Integromics e Soap. Atualmente, além de fazer parte da Olisipo (uma experiência que o mesmo descreve como “entusiasmante”), João detém ainda uma empresa que criou, a Super Carocha.

Presentemente, trabalha numa ótica de projeto: por exemplo, recentemente coordenou a elaboração do novo site da firma e realizou também diversos trabalhos para a True-Kare (tais como reposicionamento, novo site e novo logótipo da marca). Para além disso, é responsável por diversos projetos de comunicação interna, storytelling e pela elaboração de estratégias de venda. É sem dúvida dono de uma profissão que não lhe permite ter dias iguais, uma vez que há sempre novos e diferentes clientes com necessidades internas distintas.

O core business da Olisipo é, há mais de 20 anos, o recrutamento, outsourcing e gestão de carreiras de especialistas IT. Com a criação de várias empresas e da Olisipo Way, o âmbito de atuação foi alargado mas a empresa continua a estar ligada à inovação e às novas tecnologias.

Na equipa central existem 30 pessoas, que têm como objetivo aferir se os consultores se encontram satisfeitos e motivados, para além de praticarem um coaching contínuo e de tentarem identificar necessidades (e desejos) de formação. Para além disso, a Olisipo conta ainda com cerca de 450 colaboradores. Destes, mais de 400 trabalham nas instalações dos clientes.

Quando lhe inquiri acerca dos perfis que procurava atualmente, a nível da Olisipo, ficou patente que o perfil-chave e mais procurado relaciona-se com a vertente das novas tecnologias.Relativamente à Olisipo Way, são necessários funcionários de todo o tipo até porque, com o crescimento das próprias startups, é fundamental existirem trabalhadores que consigam suprir as necessidades de áreas distintas.

Uma das perguntas que efetuei e talvez das que mais desperte interesse nos meus leitores está relacionada com as oportunidades para jovens. Sem dúvida que elas existem! Existem estágios profissionais e, de forma a não me alongar muito, apenas refiro que podem obter todas as informações que necessitam acerca destes mesmos estágios no site da empresa: http://www.olisipo.pt/

Recentemente, foram ainda lançadas academias, a nível da Olisipo, com uma série de perfis para os quais é difícil arranjar pessoas (recém-licenciados ou indivíduos que possuem pouca experiência) tendo sido a última criada com o objetivo de formar 12 Web Developers. Nestas, os jovens têm 3 semanas de formação oferecidas pela instituição e, posteriormente, são integrados em projetos com clientes nessa área. Estas academias têm demonstrado ser um sucesso, uma vez que dão realmente à população juvenil o que ela procura: formação intensiva e, subsequentemente, a prática! As mesmas são divulgadas pelas faculdades e, caso algum dos leitores esteja interessado, poderá enviar o seu CV para a Olisipo, sendo que todas as informações necessárias se encontram no site da empresa, já supracitado.

O principal desafio com o qual a Olisipo Way se depara hoje em dia é a capacidade de ajudar as suas startups, que revelam ótimas ideias, a vingar no mercado! Infelizmente ter excelentes ideias não chega e é preciso ter muita capacidade de resistência e resiliência durante o período complicado que se vive até uma companhia gerar retorno, como confidencia João Silva.

Os valores que realmente distinguem a Olisipo são a proximidade, a inovação e a transparência. Uma das medidas que mais me surpreendeu pela positiva nesta corporação absolutamente fantástica foi o facto de procurarem reunir sempre que possível todos os empregados (em eventos tais como jantares de Natal ou a Olisipo Radical) o que contribui para que pessoas como os colaboradores que, mesmo estando fora da empresa, continuem a manter o sentimento de pertença à Olisipo!

Uma instituição que se destaca pelo crescimento nos clientes e que vem desmistificar muitos mitos, mostrando que é possível haver relações humanas e valorização pessoal no mundo do Outsourcing, que é muitas vezes desconhecido e mal interpretado. A título de exemplo, referir que há consultores com 8 a 10 anos de casa, o que prova o tipo de acompanhamento de proximidade e valorização que a Olisipo proporciona.

Internamente, é de admirar a formação dada aos seus colaboradores, havendo uma empresa (a True-Skills) especializada nesta mesma função.

Por último, gostaria de agradecer mais uma vez ao João Silva pela sua disponibilidade e pelo seu entusiasmo demonstrado ao longo de toda a visita! O João confessou-me que, acima de tudo, adora o ambiente onde está inserido e, realmente, posso afirmar que é impossível não ficar fã da Olisipo Way e das empresas que a compõem!


Até uma próxima leitura meus caros!